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  • Escola Família Agrícola Dom Fragoso

Para termos soberania alimentar e nutricional

Muitas famílias continuam uma prática bonita, que vem de longe: guardar as sementes do plantio. Fazem a seleção, no tempo da colheita, e guardam, com todo cuidado, para, assim, garantir uma plantação segura e no tempo certo, e poder esperar bons resultados. Muitas comunidades, ampliando essa prática, estão organizando “casas de sementes”, para que, desse modo, atendam, também, às famílias que, por um motivo ou outro, não guardaram ou perderam suas sementes.

O sistema capitalista vem, de muito tempo, fazendo de tudo para destruir a agricultura camponesa, inclusive, lançando sementes híbridas e transgênicas, dizendo que são melhores, mais produtivas, etc. Com isso, a gente sabe, os grandes querem deixar todos os agricultores e agricultoras dependentes deles e dos venenos que são deles, para fazer a produção.

Isso vem provocando, mundo afora, um empobrecimento dos camponeses e camponesas e da nossa dieta alimentar; vem nos tornando dependemos de poucas espécies (alimentos à base de trigo, soja, arroz, milho...) e das empresas que produzem e beneficiam os alimentos; vem causando a elevação dos preços dos alimentos; inúmeros problemas ambientais; a escassez por conta de catástrofes; a fome e muitas doenças.

Precisamos nos alertar: vamos plantar das nossas sementes, preservá-las e multiplicá-las, pois queremos vida para nós, para os outros seres, para o nosso planeta. Queremos garantir a nossa soberania alimentar e nutricional; não ficar na dependência do agronegócio, da indústria de alimentos, desse sistema cruel.

Fiquemos atentos e atentas! Vamos guardar sementes de milho, feijão, favas, hortaliças, frutíferas, etc. Também, de árvores da caatinga, para recobrir os nossos solos, melhorar o clima, arborizar as cidades, o entorno da nossa casa. Conversemos sobre isso nas escolas, nas reuniões da Associação, da comunidade; assumamos o compromisso de organizar nossa “casa de sementes”, defendendo, desta forma, esse grande patrimônio que nos legaram os nossos ancestrais, garantindo nossa soberania alimentar e nutricional.




Pe. Machado, Assessor da EFA

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